sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Kuroshitsuji III



 Kuroshitsuji III 3 O contrato

Ciel caminhou até Myra que estava de pé bem na sua frente e completamente nua, quanto mais ele chegava perto, mais ele sentia uma sensação estranha dentro de si, era como se ele tivesse se tornado um mero mortal novamente. Esse desejo pelo corpo dela era realmente diferente de tudo que ele tinha sentido nesses anos de demônio e talvez diferente até mesmo da sua infância/pré-adolescência.
Ele chegou bem próximo a ela e ficou completamente sem reação até que ela teve que ordenar de novo – Anda pega essa calcinha e me veste- ela apontou para as vestes em cima da grande cama e Ciel as apanhou lentamente para vesti-la. 
Colocou-lhe a as roupas intimas com todo cuidado para que ela não percebesse que seu corpo estava pulsando excitação, mas era quase que impossível, a pelo dela era macia como veludo, ela exalava um perfume delicioso e ao mesmo tempo sedutor, talvez isso fosse à tentativa dela seduzir seu mordomo Sebastian, mas ela estava seduzindo a Ciel. 
Ele já havia colocado a roupa intima inferior nela, agora faltava à meia calça e o vestido, aquilo para ele era realmente uma prova de fogo. 
Ao colocar suas longas meias calças ele pode sentir a delicadeza de suas pernas, era algo fora do comum, era tudo muito sedutor, mas o que ele queria era poder acabar logo com isso antes que ela pudesse notar. 
Mas enquanto ele estava colocando suas meias ela pergunta em tom de descrença
-Papai diz que seu amigo mordomo é um demônio que faz tudo que ele ordena. 
Nessa hora Ciel congelou, ele não sabia o que responder então decidiu apenas ignorar a pergunta dela e continuou seu trabalho. 
-Ei- insistiu ela – eu estou falando com você, eu ordeno que me responda-.
Ciel continuava de cabeça baixa e a contra gosto respondia
-Sim, Sebastian é um demônio e ele pode realizar as mais complexas tarefas, mas isto tem um preço... 
Um breve silêncio tomou conta do quarto até que a curiosidade da garota falou mais alto e ela perguntou sem pensar duas vezes
-Qual preço?
 Ciel fez uma pequena pausa e logo em seguida respondeu – A sua alma... – 
Outro silêncio tomou conta do quarto e ela ficou paralisada com a resposta, mas ao mesmo tempo com uma curiosidade profunda. 
-Como assim a minha alma... – questiona ela a Ciel. 
-Sebastian é um demônio, um mordomo demônio que é capaz de executar qualquer tarefa que seu mestre ordenar. Para você ser o mestre dele é preciso realizar um contrato e neste contrato o preço é a sua alma. 
- Você é como Sebastian?- A dúvida estava crescente dentro dela, mas ela ainda relutava em acreditar que tudo aquilo fosse verdade. Se tudo isso fosse verdade o pai dela havia vendido sua alma ao demônio através de um contrato e Sebastian. 
Ciel apenas levantou a cabeça e olhou para ela com os olhos avermelhados de demônio. A alma dela foi rasgada profundamente com aquele olhar, era como se ela sentisse um calafrio profundo, um medo terrível. Agora ela estaria de frente para um demônio, um demônio de verdade. 
Ele ainda estava ajeitando as meias nas pernas dela e preparando-se para poder colocar-lhe o vestido, mas num gesto inesperado ela deu-lhe um chute que o jogou a uns metros de distância. 
Ciel ficou surpreso com aquela reação, seus olhos se arregalaram e ela sentiu um profundo medo daqueles terríveis olhos. 
-Porque fez isso Lady Myra?- questiona Ciel tentando se levantar. 
Ela permaneceu em silêncio por um tempo e depois ordenou em voz baixa e tremula – saia do meu quarto- 
Ciel ainda sem entender permanece caído ali no chão com aqueles olhos vermelhos e ela dá um enorme berro -SAÍA DO MEU QUARTO!-  Ciel apenas obedeceu a suas ordens e se retirou, mas do lado de fora ele esboçou um sorriso iguais aos de Sebastian, demoníaco e no chão' ficou sua áurea negra mesclada com sua sombra. 
Myra estava no seu quarto abraçando a si mesma como se tentasse se proteger, o medo inundara sua mente e a todo o momento aqueles olhos viam a sua cabeça. 
-Demônio... Demônio... – repetia ela em voz baixa e tremula. 
A outrora arrogante e soberba garota agora estava completamente fragilizada e aterrorizada, sabia que esta cercada de demônios por todos os lados, aquilo era terrivelmente assustador. 
Naquela noite ela não conseguiria dormir em paz, as palavras de Ciel estavam martelando em sua cabeça “um mordomo demônio que é capaz de executar qualquer tarefa que seu mestre ordenar. Para você ser o mestre dele é preciso realizar um contrato e neste contrato o preço é a sua alma.“ Essa frase martelava em sua cabeça, pois por mais assustador que isso possa parecer, agora ela teria a chance de conseguir o que sempre quis. Memórias confusas viam a sua mente, ela se lembrava de mãos pelo seu corpo, vozes, um cheiro de álcool, tudo isso era terrível de mais, essas memórias, esses pensamentos.
Ela se viu no meio do nada, do breu profundo e perpétuo onde apenas uma voz a guiava “Eu sinto a maldade dentro de você, a angustia, a humilhação e a dor, assim como seu pai, todos estão presos a um ciclo de ódio maciço que não pode ser quebrado, mas eu posso ajudar a acabar com a sua dor”.
-Quem é você- grita ela no meio do nada. 
- Eu sou o impuro, o mal, o astuto, perversidade massiva. 
-Apareça... Ordena ela berrando no meio do escuro. 
-Eu sei o que há no seu coração, a sua alma, eu consigo ver.
-É a minha alma que você quer? Esse é o preço?
Nessa hora ela sentiu como se alguém colocasse a mão no seu ombro e um arrepio na espinha, uma sensação te vazio por dentro, era terrível. 
-Não haverá volta, a decisão tomada aqui e o contrato firmado não poderá ser quebrado. Sua alma estará destinada a ser minha no fim de tudo e eu estarei destinado a ser seu escravo até poder devorara-la. 
Essa frase fez com que todo o corpo dela tremesse de medo, mas ela não podia ficar com medo, a decisão estava em suas mãos.
-Sinto medo no seu coração, sinto insegurança, talvez eu deva voltar só quando você tiver certeza do que você quer. 
-Não!- Esbravejou ela no meio da escuridão em tom de ordem. 
-Eu sei o que eu quero, eu quero a morte, eu quero o poder, eu quero o sangue, não há porque pensar, não há porque voltar atrás. 
-Sim Lady Myra- Nessa hora ela reconheceu essa frase, mas antes que pudesse dizer algo ela foi consumida por uma enorme luz e depois no meio do breu ouve um brilho e uma sombra caminhou em sua direção. 
-Lady Myra, agora eu serei seu fiel escravo e mordomo. –
A sombra fez uma reverencia perante ela e agora eles estavam unidos através de um contrato. 
De repente Myra acorda ofegante no meio da noite com seu coração acelerado e uma sensação de desespero dentro de si. 
Seria tudo um sonho? Seria um sonho o tal contrato com o demônio?
Ainda muito atordoada ela saiu de seu quarto de camisola, desceu as escadas correndo e foi até o banheiro, lá ela pode olhar no espelho para ver se havia acontecido algo de diferente na sua face, eis então que ao tirar a franja do olho esquerdo ela se depara com uma coisa que lhe deixa chocada. A pálpebra do seu olho agora era negra e tinha uma estrela de sete pontas no meio. Ela estava dentro de um circulo e com um contorno avermelhado. 
A marca no seu olho era muito semelhante à de Ciel, a não ser pelo maior numero de pontas na estrela presente no olho dela e pela cor. 
Ao ver essa coisa no seu olho ela se apavorou e lágrimas escorreram pelo olho direito, era aterrorizante, isso mostrara que aquilo não foi um sonho, mas uma realidade, agora ela teria assinado o contrato com uma criatura das trevas. 
-Lady Myra- disse uma voz atrás dela e nessa hora ela se virou em pânico e para sua surpresa quem estava atrás dela era Ciel. 
Ela achou estranho Ciel estar ali àquela hora, mas acho mais estranho ainda suas roupas, elas se pareciam com as roupas de um mordomo, agora ele tinha luvas negras e as roupas iguais as do Sebastian. Ele estava olhando para ela fixamente, de pé ali na sua frente, mas sem esboçar nem um sorriso ou reação. 
-O que você faz aqui Ciel- Perguntou ela ainda com as lágrimas escorrendo pelo olho direito. 
-Seus olhos... – Ciel olhou para o olho dela e se identificou com o que vira a marca semelhante a que tinha em seu olho sempre tapado por um tampão. 
Ciel notou que ela não percebera que acabara de fazer um pacto com ele, mas ao mesmo tempo ele se sentia diferente, conseguira realizar seu primeiro acordo, finalmente teria sua alma para devorar. 
Mesmo que ele sentisse uma enorme atração física por ela, seu desejo de demônio falou mais alto e ele teve que se aproveitar da fraqueza dela para satisfazer seu desejo obseno. 
-O que tem meus olhos, não diga bobagens- Myra tentava desviar o assunto, mas Ciel continuava olhando para ela sem piscar. 
-Lady Myra, estamos ligados agora até o fim da sua jornada. - Ciel retirou sua luva negra e mostrou a ela a marca na sua mão direita, era a mesma marca que ela tinha no seu olho esquerdo. 
-Lady Myra, eu estou aqui para servi-la e ser fiel à senhora até o fim para que eu possa depois poder devorar sua saborosa alma- Nessa hora Ciel se curvou perante ela e se sentira como Sebastian. De mestre a escravo. A vida era realmente surpreendente.
Ela não podia acreditar no que acabara de ouvir, agora aquele que ela sempre tratara mal era seu mordomo fiel, seu escravo leal, mas no fim ele iria devorar sua alma e ela deixaria de existir. 


sábado, 6 de outubro de 2012

Fanfic: Kuroshitsuji III


Kuroshitsuji III  2 Um desejo pulsante

Naquela manhã ensolarada, Ciel servia o velho nobre como todos os dias, mas seu objetivo não era esse, ele queria de fato servir á sua filha, mas ela conseguia ser uma pessoa mais ultrajante do que seu pai. Nada que ele fizera estava bom, só o que Sebastian fizera era o perfeito, era o correto. Ele nunca tinha sentido isso em todos aqueles anos. Era algo realmente novo para ele, mas o que seria aquilo? Logo com ele que nunca se ligara a sentimentos? Mesmo depois de se tornar um demônio? Era algo completamente diferente de tudo que ele já tivera sentido, mas ao mesmo tempo era revoltante, era algo que fugia do controle dele. 
Sebastian não era tolo, logo percebeu que algo estava errado com seu mestre, então ele precipitou-se, a saber, o que estava acontecendo. 
Os dois se cruzaram no enorme corredor onde ficavam os quartos e ambos se olharam, ambos com os olhos de demônio.
Sebastian sabia que aquela não era a hora para perguntar o que estava acontecendo e que Ciel logo o chamaria para conversar, então seguiu fazendo suas tarefas enquanto Ciel vagueava pela casa. 
Como ele não havia feito nenhum contrato em sua vida de demônio, ele não teria a obrigação de seguir as ordens do nobre ou de sua filha, ele era apenas o “ajudante” de Sebastian, logo estava subordinado apenas a ele, o que era bem estranho tendo em vista que Sebastian era na verdade seu fiel e eterno escravo. 
Um pouco distante da enorme mansão, ainda dentro das propriedades do velho nobre, havia uma área de grande verde com enormes árvores e animais exóticos, era algo muito bonito e calmo. Se você caminhasse até o fundo no meio dessas árvores poderia notar um riacho de água cristalina que atravessava essa paisagem verde. Ciel sabia disso, então tratou de sumir para poder ficar um tempo isolado naquela paisagem verde. Ele não era mais o Ciel de antes, memórias vinha a sua cabeça da época em que ele enfrentou Ângela na biblioteca dos Shinigamis. Ele recusou a ilusão proposta por ela para que ele tivesse memórias doces e amáveis e largasse sua vingança. Aquele Ciel não existia mais, isso não podia ser possível, ele não queria aceitar isso, mas agora ele não era conde, era uma existência vazia que teria que viver para o resto da eternidade daquele jeito. 
Ele estava sentado no chão cheio de barro úmido e com folhas caídas, cercado por arvores e de frente para o pequeno riacho com as águas calmas e claras. 
-O que esta acontecendo comigo?- Se questionava. Seu rosto estava refletivo na calma água do riacho, mas ele sentia que aquele não era ele de verdade.
-Bocchan- Sebastian apareceu atrás de Ciel, sempre alinhado e com suas roupas escuras e sua voz aveludada, mas Ciel não havia chamado Sebastian, logo ele teria feito isso de livre e espontânea vontade. 
-Sebastian, o que faz aqui?- Ciel se vira enfurecido, mesmo com a situação em que estava Sebastian ainda era seu mordomo, como ousaria segui-lo sem que ele tivesse ordenado?
Quando Ciel o olha frente a frente ele percebe que seu mordomo estava sorrindo, uma expressão de felicidade em seu rosto talvez, ele nunca tinha visto isso antes. 
-O jovem mestre realmente está diferente de antes- Sebastian mais uma vez voltou a dizer sobre a diferença de Ciel, mas dessa vez sem ironia ou sarcasmo, ele continuava a sorrir o que deixava Ciel mais enfurecido. 
-O que está falando? Não diga bobagens, eu continuo o mesmo- Ciel esbravejava isso aos quatro cantos talvez para se convencer do mesmo. 
-Bocchan... – Sebastian continuava com um sorriso no rosto e isto deixava Ciel enfurecido. 
-Eu ordeno que pare de rir, está me ouvindo Sebastian Michaelis?- Ordenou Ciel rangendo os dentes. 
-Yes, My Lord- Obedeceu Sebastian fazendo uma leve reverencia. 
- O que o Sebastian acha que está fazendo? Ele não pode tomar atitudes por conta própria- Esse pensamento veio à cabeça de Ciel enquanto ele olhava para Sebastian que tinha algo diferente em seu semblante. 
-Bocchan, você é realmente uma alma e tanto, meu tão delicioso jantar- Sebastian deixou Ciel caminhar na frente e quando ele não estava olhando seu semblante mudou para algo tenebroso, seus olhos ficaram com uma cor rosada e suas pupilas fendidas como as de uma cobra, um leve sorriso tomou conta de sua face enquanto ele observava o pequeno Ciel caminhando entre a mata.
Tempo depois, já no salão da enorme mansão, Ciel se viu ajoelhado perante aquele nobre repugnante enquanto ele esbravejava “Garoto maldito, você é inútil” e lhe jogava uma bandeja de comida com todo o rancor e desprezo. 
-Sebastian, Sebastian- gritava o velho caminhando de um lado para o outro.
-Sim, meu lorde- Sebastian surgiu ao fundo caminhando, mas não pode deixar de notar o jovem Ciel curvado perante o nobre e achou aquela cena um tanto quanto irônica e surpreendente 
-Leve esse moleque daqui, eu não quero vê-lo por um bom tempo- ordenou o nobre. 
Ciel permaneceu de joelhos e rangendo os dentes pensou consigo mesmo – Velho maldito, quem ele pensa que é? Eu sou Ciel, Ciel Phantomhive... Ele... – nessa hora ele se lembra de que já não era mais o “Cão de guarda da rainha”, mas mesmo assim o ódio o consumia, ele não aceitava passar por toda aquela humilhação. Sebastian só o servia porque Ciel permitirá, se ele quisesse poderia acabar com tudo aquilo e destruir o velho que lhe provocara aquela humilhação, mas não seria justo com Sebastian, então ele apenas respirou fundo e se levantou dizendo - Perdão meu lorde-. Fazendo uma reverencia para ele e dando as costas ele saiu de cena com o coração cheio de maldade e ódio, mas apenas Sebastian conseguiu notar sua áurea negra e revoltante. 
O velho instruiu Sebastian a ir até o centro resolver os afazeres que lhe eram necessários, logo apenas Ciel estaria responsável pela casa, mas como o velho estava enfurecido com ele, provavelmente não iria chama-lo para nada até que Sebastian retornasse. No fim Ciel estava certo, o nobre se fechou em seu quarto e não o chamou para nada, então ele teria mais tempo para pensar consigo mesmo, mas para sua surpresa ele foi chamado pela filha do nobre. 
-SEBASTIAN, SEBASTIAN- gritava a garota com uma voz aguda e irritante em seu quarto. 
Ciel entrou no quarto dela ainda muito receoso e disse –Yes My lady - fazendo uma breve reverencia a ela. Nessa hora ele se sentiu como Sebastian e veio a sua mente a imagem de seu mordomo curvado perante ele dizendo com sua voz aveludada “Yes My Lord” 
-Eu chamei o Sebastian, não você moleque atrevido- esbravejou a garota em pé no meio do quarto e completamente nua. 
Quando Ciel levantou a cabeça para poder respondê-la ele não podia acreditar no que estava vendo, ela estava completamente pelada bem na sua frente, mas porque diabos ela faria isso? 
Seu corpo tremeu e ele sentiu algo dentro de si que ele nunca havia sentido. Seria essa sensação a excitação que um homem sente por uma mulher? Sensação essa que ele nunca tivera com Elizabeth? Como seria possível? Ele era um demônio, deveria ter sido privado de todo e qualquer sentimento ou sensação humana, mas parece que não era esse o caso. 
-Em que posso ajuda-la My Lady? - Pergunta Ciel ainda sem crer no que vê
-Onde está o Sebastian?- Pergunta ela com um tom de raiva na voz e as bochechas vermelhas de frustração. 
-Ele teve que sair sob ordens de seu nobre pai, mas, por favor, permita-me ajuda-la- sugeriu Ciel completamente obediente a ela. 
-Só quem me chama de “My Lady” é o” Sebby”, para você é Lady Myra, fui clara? 
Myra era o nome dela, o verdadeiro nome dela e era o mesmo de sua falecida mãe, por isso ela tinha tanto orgulho e ostentação em pronuncia-lo.
-Claríssima lady Myra- Ciel embora estivesse falando com ela não conseguia desviar seus olhos daquele corpo, mas ele não podia deixar que ela notasse. 
Ele tentava disfarçar sua excitação desviando o olhar a todo o momento enquanto ela caminhava de um lado para o outro no quarto. 
-É sempre o Sebastian que faz isso, mas como ele não está aqui... - Suspirou a jovem e sexy filha do nobre
Nessa hora Ciel ficou em estado de alerta e seus olhos se arregalaram, o que Sebastian fazia com ela? 
-Você garotinho, me vista- Ordenou Myra.
Ciel não podia acreditar na ordem dela, era algo surreal, mas agora ele sabia quais eram as ordens de Myra para Sebastian.
-Você é surdo? Eu disse para me vestir- Myra parecia estar se enfurecendo, ao dar lhe a ordem aos berros e com extrema estupidez, mas Ciel ainda precisava assimilar todas aquelas informações.
Ele queria entender o porquê de estar se sentindo assim, pois, ele pensava que demônios não eram capazes de sentir atração sexual por qualquer outra pessoa ou demônio, vide as vezes que Sebastian tinha que seduzir uma garota ou manter relações com ela ele acabava dizendo “Não importa em que lugar isso seja feito, isso fede”. 

Pelo visto o jovem Ciel ainda precisava descobrir muitas coisas sobre os demônios e o mundo que os cerca. 


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Fanfic: Kuroshitsuji III


Kuroshitsuji III: Capitulo 1 A vida de demônio.

Já se passaram muitos anos, trinta ou quarenta, não se sabe ao certo, mas aquele não era mais Ciel Phantomhive, era apenas um demônio, um demônio assim como o ser que ele mais considerava e gostava neste mundo. 
Desde daquela vez que deixou a mansão de seus pais para poder viver toda a eternidade ao lado de seu grande mordomo negro, Ciel não tivera sido feliz, sua existência apesar de eterna não era tão feliz quanto imaginava ser. A vida eterna de um demônio era muito mais pesada do que pudera imaginar. Hoje ele sabia o que seu mordomo passará em todos esses anos servindo seu "Bocchan". Hoje ele era um ajudante de Sebastian Michaelis nos contratos que firmava e tudo era novo para ele, pois agora ele teria que aprender a buscar seu próprio alimento e firmar seus contratos, pois como é sabidos, demônios não se alimentam de comida humana, apenas de almas, almas de seus mestres. 
Apesar do tempo longo que se passou, Ciel continuava praticamente igual, mas ligeiramente mais alto que antes, com o mesmo corte de cabelo e agora com roupas escuras como a noite e com os olhos vermelhos e com as pupilas fendidas como as de cobra. Seu tapa-olho não era mais necessário, mas ele ainda o usava, talvez por uma melancolia do passado? Não, ele queria em seu intimo continuar sendo Ciel Phantomhive e seu tapa-olho seria como se ele continuasse a ser o mesmo de antes. Pelo menos em sua cabeça.
Apesar de tudo aquele estranho universo lhe era muito intrigante, havia se passado algumas décadas desde que havia se tornado um demônio e ele não sabia quase nada sobre aquele universo, Sebastian tratara de esconder muitas coisas a seu respeito e ele querendo ou não tivera que aprender a se virar por si só e não questionar os conselhos de seu mordomo.
Ele e Sebastian estavam morando na casa de um grande nobre mais exatamente na frança, este nobre havia firmado o contrato com Sebastian há um tempo e seu objetivo principal era conseguir uma vingança, assim como o antigo Ciel queria. 
Nesses anos todos, seu grande mordomo dividirá almas com seu mestre, não por imposição, mas por incrível que pareça, por uma extrema conexão entre eles, talvez um carinho, mas seria possível um demônio ter carinho por sua presa? 
Devorar almas não era algo que a principio fosse agradável de fazer, mas com o tempo passou a ser algo tão necessário que quanto mais demorado o período sem almas, mais fraco Ciel se sentia. Diferente de Sebastian, Ciel não era um demônio nato, já tivera sido um humano e para ele era mais difícil de resistir a toda fome que seu corpo manifestava. 
Ele sabia que o contrato com o velho nobre estaria para terminar e que desta vez era hora de Sebastian receber seu prêmio, por isso ele estava tramando algo para poder saciar sua terrível fome. 
A noite chegou e o velho nobre estava dormindo profundamente e a grande mansão estava silenciosa, lembranças vinham a sua mente, mas sentimentos era algo que ele não tinha mais, há muito tempo. 
-Sebastian- Ordenou o pequeno Ciel no meio do enorme salão de festas da mansão. 
Como um passe de mágica aquele homem magro e alto com roupas negras apareceu no meio do salão fazendo uma reverencia a Ciel e dizendo como de costume "Bocchan".
-Preciso falar com você Sebastian, me sinto atordoado com tudo isso. 
Ainda curvado perante o jovem Ciel, Sebastian o olhou com aqueles típicos olhos vermelhos e deu um leve sorriso.
-“Bocchan” parece não ter se acostumando com isso apesar de tudo, não é? 
Ciel não se deu ao trabalho de responder e logo ele e Sebastian foram para fora da grande mansão observar a noite e conversar sobre essa nova condição que o outrora conde estava passando. 
Ciel o chamava todas as noites para conversar, talvez porque se sentisse só de mais, embora tentasse negar a todo o custo algum sentimento dentro de seu coração, afinal agora ele era um demônio e não se permitia amar ou sentir saudades, entretanto ele tivera sido um humano por muito tempo, tivera nascido como humano e vivido grandes experiências com eles, não poderia ou conseguiria esquecer tudo aquilo. Ainda era um mero iniciante perto de seu grande mordomo. 
-"Bocchan"... Seguiu Sebastian enquanto caminhava com Ciel pela grande grama verde do jardim a luz da Lua. 
Ciel o olhou e ele seguiu dizendo – Você tem mudado muito dês de que começou sua jornada como demônio, talvez seu ódio fosse maior quando sua natureza fosse humana. – Sebastian o olhou de lado com os olhos vermelhos expressando um leve sorriso que deixou Ciel fervendo por dentro. A provocação de seu mordomo fora como uma faca em sua alma, capaz de rasgar mais profundo do que qualquer coisa. 
Ele havia vivido todos aqueles anos em busca de sua vingança, havia vivido toda sua vida humana abraçada ao ódio e agora era apenas uma existência no espaço cujo único objetivo era se alimentar e para isso ele teria que se submeter a todo e qualquer capricho de seu mestre. Outrora mestre e agora escravo. Ele não era mais conde e não teria mais Sebastian a sua inteira disposição, ele precisava de Sebastian para poder se virar no mundo dos demônios, mas ao mesmo tempo teria que se virar por conta própria enquanto Sebastian cumpria seus contratos. Tudo estava perdido e ele se lembrou do passado, um breve flash o fez lembrar de que se tivesse abaixado a cabeça por um segundo e atendido ao pedido de seu mordomo, certamente ele não estaria ali agora. Se ele não tivesse saído da caixa ele não teria sido capturado e suas memórias misturadas. Outra alma não teria habitado seu corpo e feito um contrato com outro demônio assim colocando tudo a perder. 
Arrependimentos não valiam mais apena, ele estava ali e precisava de um apoio, mas a vida se mostrara irônica para o outrora grande conde. Agora ele precisava de seu mordomo amado, agora ele não era apenas mais uma peça de seu tabuleiro, sem ele Ciel iria definhar por toda a eternidade.
-Cale-se Sebastian, escute o que eu tenho a te dizer, não estou interessado no seu sarcasmo. 
-Sim meu senhor. – Sebastian se calou e seguiu caminhando ao lado de seu mestre enquanto ele falava 
-Quantas almas você já devorou Sebastian?- Ciel faz essa pergunta enquanto caminha olhando para a grama
Sebastian ficou surpreso com a pergunta, mas mesmo assim respondeu – Não sei ao certo meu lorde, ao longo dos séculos e milênios foram muitas. 
-Conte-me sua experiência com almas Sebastian. – Nesse momento Ciel parou de caminhar e apenas olhou para Sebastian. 
Com seu cabelo azul escuro e sua franja sob os olhos ele esperava uma resposta de seu fiel mordomo. 
-“Bocchan”... 
- Não Hesite Sebastian, é uma ordem- Nessa hora o tom de sua voz se elevou e através da franja foi possível ver seu olho em um tom rosa/roxo brilhar com força.
Sebastian não iria desobedecer a uma ordem de seu eterno mestre, então ele começou a contar suas histórias. Pouco a pouco ele foi desenrolando as mais mirabolantes histórias e os mais estranhos personagens que fizeram parte de sua existência tão longa. Os dois estavam de pé sob a grama, um olhando para o outro e Ciel parecia muito atento, a saber, tudo que pudera sobre o passado de seu mordomo negro. 
Ele ia falando e falando, Ciel não piscava, estava sempre atento ao que ele dizia, a cada palavra até que ele decide interromper Sebastian para fazer uma pergunta.
-Você nunca se apegou tanto a uma alma quanto a minha?- Seus olhos ficaram vermelhos e com as pupilas fendidas e encontraram os olhos também vermelhos e calmos de Sebastian. Ciel tinha a estranha capacidade de controlar a cor dos seus olhos, hora normais e hora vermelha como o fogo do inferno, mas isso dependia mais do seu estado de espírito do que de sua vontade.
-Meu lorde, a sua alma é uma alma rara, desperta a atenção de vários demônios, mas nossa ligação é apenas pelo contrato que fizemos, sua alma me era saborosa e por isso eu fui tão longe por ela Bocchan. A conexão entre demônios e humanos é única e exclusivamente a sua alma, nada mais do que isso. 
Ciel não queria acreditar que a ligação entre eles era apenas pelo contrato estipulado há anos trás, que Sebastian estaria preso a ele para sempre contra sua vontade e que sua alma era o único objetivo disso. Ele queria acreditar que havia uma conexão de afeto entre ele e Sebastian
Ele gelou por um tempo e depois prosseguiu- Então porque você me deixou fazer uma segunda vingança? Minha alma vale tanto assim? 
Nessa hora os olhos de Sebastian brilharam como verdadeiros rubis e olhavam fixamente para Ciel. 
-Bocchan, você era meu jantar perfeito. Nenhuma alma que eu provei em todos os tempos era tão imaculada quanto a sua. Por isso travamos uma batalha por ela, mas no fim foi tudo em vão meu lorde.
Ciel apenas abaixou a cabeça e ordenou que ele continuasse a contar suas histórias através do tempo e as almas que ele conseguirá devorar. 
Sua tentativa era tentar entender como era ser um demônio e devorar almas ao decorrer do tempo, mas isso parecia uma tarefa incrivelmente fora de alcance. Ele iria depender de Sebastian para sempre. Ele tinha um mordomo para sempre e isto era incrivelmente bom, mas no fundo parecia que algo o incomodava muito, nisso tudo algo parecia que lhe deixava com muita raiva.
A conversa se estendeu para até o amanhecer e ele não sentia sono ou cansaço, nada era como antes, então ele e Sebastian se apressaram para preparar o café, mas mesmo assim Ciel estava com uma ideia na sua cabeça, algo muito perturbador em sua mente. 
Sebastian mexia os ovos para o café da manhã ao lado de Ciel na enorme cozinha e o olhava com seus olhos brilhantes como rubi. 
-Bocchan... - Pensava Sebastian consigo mesmo. 
O velho nobre tinha uma filha, ela era muito bonita, pele clara e longos cabelos brancos. Corpo cheio de curvas e peitos fartos. Era tão arrogante quanto o pai, mas Ciel fazia questão de atende lá pessoalmente, mas muitas vezes ela o ignorava, preferindo Sebastian. 
-Sebastian, Sebastian, sempre ele, sempre ele. Porque ela sempre o prefere? Ciel caminhava com a bandeja em sua mão voltando do quarto do velho nobre enquanto Sebastian atendia a jovem em seu quarto como ela ordenava todas as manhãs
-Porque eu estou sentindo isso? Mas que diabos... – Ele estava atordoado com os sentimentos e pensamentos que vinham tendo com o tempo... Era algo realmente novo para ele e realmente incrível. Será que ele estava com ciúmes da bela garota com fiel mordomo negro? 

(Periodicidade não definida) 

Autor: Luan Ferreira

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O valor da vida.

Conversando com um amigo eu tive uma ideia para fazer um texto. Foi como um brilho de luz no meio das trevas, depois de muito tempo aqui estou eu de volta a ativa.

Sabe, quando vi está foto eu fiquei intrigado, ainda mais com os seguintes detalhes: Esta foto (provavelmente) foi tirada perto de uma escola, mas mesmo assim ninguém a nota. Depois veio o questionamento: Porque ninguém nota um simples ninho numa árvore?


Para mim a resposta é bem clara e simples: O dia a dia é tão terrível que nós perdemos o "time" dos pequenos detalhes da vida. Somos robotizados e condicionados a seguir o padrão.Seguimos um ritmo imposto pela sociedade que é "Estude, se forme, trabalhe, tenha um emprego, tenha uma família" e isto nos faz perder as pequenas coisas da vida. 
Somos condicionados, robotizados a acordar todos os dias de manhã para poder trabalhar, passar horas em um local, aprender coisas que não queremos, que não gostamos, que não precisamos, mas tudo para que? A que preço? Ao preço de estarmos tão sufocado com as coisas que não podemos notar os pequenos traços da natureza, da vida e seu verdadeiro valor.
Não há mais sangue em nossas veias, apenas óleo e um coração robô que nos mantem vivos, vivos para uma vida como engrenagens e que no fim o preço mais alto é perder os pequenos detalhes da vida. A vida que é tão bela e rápida e que está em seus pequenos detalhes.

Quantas vezes você passou perto de uma amostra da natureza e nem se deu conta. Quantas vezes você se preocupou em fazer uma pessoa importante para você dar um sorriso. Quantas vezes você disse "bom dia" a alguém e se interessou que ela tivesse realmente um bom dia. Quantas vezes você prestou atenção no cão ou no gato que estava na rua? É tudo tão corriqueiro, não é? Tão rápido. Tão automático, tão frio, tão "robô" que no fim passamos de humanos para máquinas, nas palavras, nos sentimentos, nas ações, na educação e em tudo mais. É tudo muito mais superficial do que deveria. Até as estrelas não são mais tão belas ao olhos das pessoas. Ficar um tempo parado mesmo que seja na cidade para observar o movimento e ver que mesmo sendo de pedra, essa selva tem sua beleza. Sentir uma brisa, pensar na vida, quantas vezes as pessoas fazem isso? Se é que elas fazem.

O meu texto pode parecer desleixado, mas no fundo é apenas um aviso para todos nós que vivemos nessas engrenagens da sociedade: Afrouxe a gravata um dia, viva, amanhã pode ser tarde. Preste atenção no detalhes, jogue todo para o alto um dia, faça as regras, escolha o caminho, os detalhes estão ai, basta você observar. na natureza e nas pessoas, nos pequenos gestos.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Prostitutas. Mulheres de valor.

Pois é pessoas, eu volto aqui para falar de algo que eu estava pensando essa noite.
Sabe, eu penso várias coisas coisas durante a noite. Eu esqueço grande parte das coisas que eu penso a noite, o que é uma pena, porque eu adoraria compartilhar isso com todos, mas dessa vez eu não esqueci.

Sabe, eu estava pensando no verdadeiro valor das prostitutas. Sim, isso mesmo, elas são extremamente marginalizadas, mas elas são mulheres de fibra, realmente mulheres de verdade, bem mais do que as garotas que dão a bunda por ai e ficam de sacanagem com a mente das pessoas, com os sentimentos alheios.

Já pararam para pensar como é a vida de uma prostituta? Ela tem que se submeter aos mais diversos devaneios, aos mais variados tipos de homens (drogados, bêbados, loucos) por um quantia de dinheiro para poder suprir suas necessidades (sustentar seus filhos, comer, ou qualquer outro motivo). Não é qualquer mulher que faz isso sem "mimimi" ou qualquer coisa do tipo.
Além de terem que ser marginalizadas todo o tempo por pessoas de diversos lugares, quando na verdade elas estão apenas trabalhando.

Já pararam para pensar na troca justa que está acontecendo? Ela quer dinheiro, você quer o corpo dela, pronto, você transa, ela finge que tá curtindo, você não precisa ficar com frescuras, é só um jogo de prazer.
Sabe, o bônus é que ela vai poder te aturar por um tempo e ouvindo suas mágoas, sem conversinhas e coisas assim. Elas realmente são mulheres de fibra. Muito mais do que as garotas que só sabem agir de formas toscas. Se fazem de santas, se fazem de apaixonadas, mas dão ao primeiro babaca ou brincam com os sentimentos alheios. Elas de fato são as putas, não as mulheres que tem que se submeter a diversas coisas para poder conseguir seu sustento e ainda conseguem aguentar suas mágoas.

Essas garotas que agem como "pseudas mulheres" só sabem postar coisas de carinho no Facebook e depois agir como um bando de aproveitadoras.   Por isso eu dou valor a Uma mulher da vida que está trabalhando sem iludir absolutamente ninguém do que a uma garota que se esconde atrás de peles de cordeiro, sempre jogando, sempre se fazendo de vitima.

Agora eu digo: VIVA AS PROSTITUTAS QUE ESTÃO SEMPRE LÁ PARA FAZER VOCÊ ESQUECER ESSA MERDA TODA DE AMOR.

sábado, 14 de julho de 2012

Acessibilidade no Brasil. Uma grande farsa.

Venho por meio deste blog relatar um caso que aconteceu comigo a pouco mais de um ano. Espero que esta mensagem chegue ao maior número de pessoas possível.

Para todos que me conhecem sabem que eu sou portador de uma deficiência motora, nasci de 6 meses de idade e isso fez com que não houvesse oxigênio no meu cérebro, logo eu tenho que usar um par de moletas para auxiliar na minha locomoção. Isso por si só não é fácil, ainda mais no Brasil.
Como todos sabem e isso fica evidente no meu blog eu sou um apaixonado pelo rock N roll. Ele me ajudou muito, tanto na minha formação quanto ateu quanto na minha liberdade para com a sociedade.
Todos sabem que eu sou um grande fã do Ozzy Osbourne, eu admiro o trabalho dele a alguns anos. Tenho tudo, CD's, camisas, livros e afins. Pois é, ano passado aconteceu o fato que eu mais esperava: O mestre Ozzy veio ao Brasil. Sim, ele veio. Passou por várias cidades, incluindo São Paulo que é a cidade que eu moro.

02/04/2011 - Ozzy Osbourne em São Paulo - 
Foto: Gustavo Vara
Pois é, ai que começa meu drama, poucos meses antes eu comecei a juntar uma grana para poder ir no show. Minha família não é rica, tive uma tremenda dificuldade para poder juntar os 100 reais. Tirei de coisas importantes para poder comprar o ingresso.
Finalmente o dia estava chegando perto. A data do Show estava mais próxima que nunca, então eu resolvi ir junto com a minha mãe comprar o ingresso. Era um dia chuvoso e eu lembro como se fosse hoje. Eu com a minha primeira camisa do Ozzy todo sorridente indo comprar o ingresso.
Infelizmente eu não pude comprar o ingresso naquele dia porque me faltava uma declaração de escolaridade para poder comprar a meia entrada. Ok, dias depois minha mãe foi comprar o ingresso. Eu estava muito ansioso para isso, era o meu momento, estaria próximo daquele que era meu herói.
Estava eu ansioso para ter meu ingresso, mas para meu desânimo eu recebi uma ligação. Era minha mãe na linha. Ela dizia que não havia como ter um lugar para uma pessoa como eu, de moletas, o que havia era lugares para cadeirantes, mas eu não era cadeirante.
Ainda me deram a escolha "Você pode comprar o ingresso, mas não garantimos que aja algum lugar para você", depois foi passado para minha mãe que eu teria que ir direto na pista e que se eu me machucasse ela seria responsável. Foi um verdadeiro terrorismo psicológico com ela. Foi realmente terrível, tendo em vista a situação e o terrorismo eu optei pela minha integridade física.
Ainda buscando meus direito eu liguei para a central que organizaria o show e eles falaram que se eu quisesse poderia ir de cadeira. Tipo, que merda é essa? Eu teria que virar cadeirante para ter um pleno acesso ao show? Isso está entre as coisas mais absurdas da terra.

Eu me senti arrasado na época, no dia do show eu ficava olhando para o relógio e vendo as horas até que eu pensei "Nessa hora ele está entrando no palco" eu sorri e umas lágrimas escorreram do meu rosto. Foi um momento muito triste, ainda mais quando eu soube que houve um encontro com os fãs. Pensei "Podia ser eu".
Em muitos momentos eu mesmo pensei que poderia mergulhar na pista e me arriscar ao extremo de ser arrebentado, mas tudo pelo meu sonho. Me senti culpado por ter essa limitação. Senti que podia ser diferente  se eu fosse diferente, mas no fim eu vi que não era eu o culpado, mas sim a falta de preparo do evento.

Logo eu fui procurar meu direitos. Entrei com um processo na defensoria pública. A burocracia é tão grande, a demora é tão grande que eu só fui ter algum contato com o processo meses depois. Isso me deixou claro que neste país quem não tem grana se ferra. Isso é bem evidente.
02/04/2011 - Ozzy Osbourne em São Paulo - 
Foto: Gustavo Vara 
Mais meses se passaram e no final de 2011 eu tive o primeiro contato com a minha advogada. Devo ressaltar aqui o empenho e o interesse dela no caso. Isso ficou bem claro no primeiro contato. Ela demonstrou indignação e até disse "Se fosse um show de outro cantor, mas poxa, do OZZY. Quem sabe quando o OZZY volta pro Brasil?". O empenho dela é bem claro e eu gostaria de ressaltar isso nessa postagem. O problema é que os advogados públicos são sobrecarregados e atravancados por uma grande quantidade de processos, burocracias e etc... Isso faz com que o processo demore meses ou até anos para uma conclusão.

Ela me disse ainda no fim de 2011 que a primeira audiência sairia no fim deste ano ou no começo do outro. Pra vocês terem noção do quanto a justiça demora. É desesperador essa espera, é terrível, mas eu não pretendo desistir.

Eu pretendo ir no show do BLACK LABEL SOCIETY esse ano, quando fui ver os ingressos para o show eu pensei em comprar os ingressos mais caros [logo, mais sacrifício para ter o dinheiro] para poder ter uma acessibilidade assegurada, mas eu me esqueci que ter acessibilidade é um direito meu, logo eu vou comprar o ingresso para a pista e vou ficar numa área para deficientes [espero que aja] e curtir o show.

Minha mãe ligou várias vezes para programas como o fantástico que promoveu um encontro de um garoto com os membros do KISS. Eles não deram a mínima, mesmo tendo feito uma entrevista com o Ozzy que foi ao ar poucos dias antes do Show. A mídia não mostra isso, não é? Não quando não é conveniente para ela. Isso é deprimente, revoltante e vergonhoso. Vivemos num país onde a justiça é lenta, a mídia é falsa e a acessibilidade é uma faxada.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cura gay. O absurdo dos últimos tempos.

Motivado por um comentário infeliz que eu fiz num vídeo hoje de noite eu achei que deveria discorrer sobre o assunto.

Eu não acho que deva haver uma cura gay, porque não há doença para ser curada. Partindo do principio que isso fosse uma doença, ser hétero também teria que ser uma doença, já que segundo um estudo realizado na Suécia mostra que o cérebro de um gay é semelhante ao cérebro do sexo oposto. Logo teria que se abrir a tal cura para todos, uma cura que não há.
É a mesma coisa que, as pessoas procurarem cura por serem mais altas, mais baixas. Não é uma doença, você nasce assim, logo não há cura. 



"A pesquisadora Ivanka Savic e seus colegas mostraram, com dados de ressonâncias magnéticas, que a forma e o tamanho dos cérebros possuem características específicas em cada orientação sexual. O cérebro de um gay masculino (que prefere sexo entre homens) é bastante similar ao de uma mulher heterossexual, com ambos os hemisférios aproximadamente do mesmo tamanho. O cérebro de uma lésbica, porém, é similar ao de um homem heterossexual com o hemisfério direito levemente maior do o esquerdo."
Matéria sobre o estudo


O que há aqui é uma imposição do que é tido como "certo" e "errado" da sociedade para com as pessoas. Elas querem se intrometer com o fato das pessoas terem relacionamentos gay's ou não, isto é lastimável.

O que me motivou a falar sobre esse assunto foi justamente a minha má expressão em um dos comentários do Youtube. Eu sou uma pessoa que defende os direitos dos homossexuais e sou até bem criticado por isso, por isso eu me senti tão mal com minha expressão ruim.

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